quarta-feira, 31 de março de 2010

Sexta-Feira Santa

A liturgia deste dia não consiste na celebração da Eucaristia, mas sim na celebração da Paixão do Senhor.
Esta cerimónia é constituída por três momentos principais, que passamos a descrever.

Liturgia da Palavra
Apresenta-nos uma síntese da vida e da ação de Jesus:
- Na primeira leitura (Is 52, 13 – 53, 12) surge o servo que carrega os pecados da humanidade.
- Na segunda leitura (Hebr 4, 14-16; 5, 7-9) surge Jesus Cristo como o único Sacerdote e Mediador entre Deus e a humanidade.
- No Evangelho (Jo 18, 1 – 19, 42) é narrada a Paixão de Cristo segundo São João.
- A Oração Universal assume um esquema diferente do habitual; rezamos pelo Papa, por todos os ministros e pelos fiéis, pelos catecúmenos, pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos que não crêem em Cristo, pelos que não crêem em Deus, pelos governantes e pelos atribulados.

Adoração da Santa Cruz
Relembra-nos como Jesus Cristo celebrou a sua Páscoa, passando de uma morte dolorosa e humilhante à ressurreição gloriosa.

Sagrada Comunhão
Neste dia não há ofertas a apresentar sobre o altar, mas distribui-se a comunhão com o pão eucarístico consagrado na véspera.

terça-feira, 30 de março de 2010

Quinta-Feira Santa


A liturgia deste dia inicia o Tríduo Pascal, o tempo mais sagrado do ano litúrgico e da vida do cristão, no qual revivemos e celebramos os mistérios principais da nossa fé.

A primeira leitura (Ex 12, 1-8.11-14) ressalta que a Páscoa, festa antiga de pastores, é celebrada em memória da libertação da escravidão do Egipto. O texto traz unidas essas duas festas, com novo significado, libertador e com a esperança da salvação definitiva.

A segunda leitura (1Cor 11, 23-26) evidencia que essa esperança foi realizada em Cristo através da morte e ressurreição: o pão e o vinho tornam presente a obra salvífica de Cristo; da participação na morte e ressurreição de Cristo em cada Eucaristia nasce a vivência fraterna, a comunhão e a partilha.

O Evangelho (Jo 13, 1-15) faz parte dos discursos da despedida, destacando a Páscoa nova e perene que Jesus celebra com sua morte e ressurreição; Desse gesto de amor por nós nasce a Eucaristia.

Da Liturgia de hoje brotam quatro realidades: a EUCARISTIA, como memorial da Paixão e Morte de Jesus Cristo; a COMUNIDADE ECLESIAL, onde a Eucaristia se torna realidade; o SACERDÓCIO, instituído por Jesus na Última Ceia e que a perpetua através dos tempos; o AMOR FRATERNO, indicado pela cerimónia do lava-pés.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Domingo de Ramos


A liturgia dos Ramos, com a entrada triunfal de Jesus, marca o início da Semana Santa.

A primeira leitura (Is 50, 4-7) conta a Missão do “servo sofredor”, apresenta a Paixão do Messias como um exemplo supremo de obediência à Palavra e à Vontade de Deus.

A segunda leitura (Filip 2, 6-11) é um hino que apresenta o despojamento de Jesus: humilhou-se até a morte de cruz e foi glorificado como Filho de Deus na Ressurreição.

O Evangelho (Lc 22, 1-49) convida-nos a contemplar a Paixão e Morte de Jesus segundo a narrativa de São Lucas.

A alegria da glória em Jerusalém termina camuflada pela contemplação da cruz. Olhá-la incentiva-nos a assumir a mesma atitude de amor e de entrega, denunciando tudo o que gera ódio, divisão e medo; aprendemos com Jesus a entregar a vida por amor.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Domingo V da Quaresma


A liturgia deste dia continua o tema da conversão: o próprio Jesus Cristo dá o exemplo, passando da palavra à acção.

Na primeira leitura (Is 43, 16-21) Isaías fala de um novo Êxodo, quando o Deus libertador porá fim ao cativeiro da Babilónia e conduzirá o seu povo de volta à Terra Prometida.

Na segunda leitura (Filip 3, 8-14) São Paulo afirma que a única coisa que lhe interessa é conhecer Jesus Cristo, tudo o resto é considerado como lixo, lixo esse que impede de nascer com Cristo para a vida nova; é em Cristo que vamos encontrar completamente realizado o momento culminante e a plenitude da história da salvação.

No Evangelho (Jo 8, 1-11) temos a comovente cena da mulher adúltera, em que Jesus nos oferece uma imagem de Deus que é mais misericórdia do que justiça.

Neste tempo de Quaresma, tomemos consciência que todos somos pecadores e não temos o direito de condenar, de nos tornar fiscais dos outros. Na Eucaristia deste dia as crianças do 2.º Ano de Catequese celebram a Festa do Pai-Nosso. Fixemo-nos no que repetimos nesta oração: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Domingo IV da Quaresma

A liturgia deste dia continua a nossa caminhada da Quaresma, num apelo forte e contínuo à conversão.

A primeira leitura (Jos 5, 9a.10-12) fala da Circuncisão; antes de celebrar a primeira Páscoa na Terra Prometida, Josué convida os nascidos no deserto, ainda não circuncidados, a passar pela circuncisão, como sinal da Aliança de Deus com Abraão e sinal de pertença ao Povo eleito, de forma que todos pudessem celebrar a Páscoa como início de uma vida nova.

Na segunda leitura (2Cor 5, 17-21) São Paulo exorta à reconciliação com Deus; mas a comunhão com Deus exige também a reconciliação com os irmãos: só assim podemos ser na prática uma criatura nova, um homem renovado.

No Evangelho (Lc 15, 1-3.11-32) aparece o amor misericordioso de Deus: um grupo de fariseus e escribas criticava Jesus pela atenção dada aos marginalizados, e Jesus responde com três parábolas – Ovelha Perdida, Moeda Perdida e Filho Pródigo – que revelam a grande bondade e misericórdia de Deus.

Atentando na parábola do Filho Pródigo, talvez nos identifiquemos um pouco com ambos os filhos: todos temos um pouco do pecado do mais novo e da intransigência do mais velho. Por isso, somos convidados à conversão constante, imitando o gesto do Pai, que respeita as decisões mesmo absurdas do filho, que questiona a atitude egoísta do filho mais velho, que está sempre preparado para abraçar o filho que retorna e que festeja com alegria a sua volta.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Domingo III da Quaresma


A liturgia deste dia é um forte apelo à conversão, que é um longo processo de renovação em que devemos desfazer-nos de uma porção de coisas para tornar possível em nós a libertação.

Na primeira leitura (Ex 3, 1-8a.13-15) é narrada a vocação de Moisés; inicialmente, Deus manifesta-se na sarça ardente e manda tirar as sandálias, pois está a pisar um chão sagrado; depois, confia-lhe a missão de libertar o seu povo, dando início a uma longa marcha dos hebreus através do deserto.

Na segunda leitura (1Cor 10, 1-6.1-12) São Paulo recorda os factos realizados por Deus no deserto em favor do seu povo e retira deles lições para a comunidade de Corinto.

No Evangelho (Lc 13, 1-9) Jesus faz um apelo à conversão, servindo-se de dois factos trágicos daqueles dias: a morte de Pilatos e a queda da torre de Siloé: Jesus não concorda que a desgraça é sinal do castigo de Deus, mas sim um apelo de conversão aos sobreviventes; a parábola da figueira estéril ilustra a resistência de Israel à conversão e a paciência de Deus.

Vivenciámos nesta semana o Aniversário das Almas, e somos chamados à conversão. Temos recebido no seio da nossa paróquia a semente necessária para germinar, mas nesta Quaresma devemos preocupar-nos em dar frutos: “descalcemos as sandálias” que nos impedem de pisar o solo sagrado e caminhar em direcção a Deus.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Domingo II da Quaresma

A liturgia deste dia lembra-nos que dá para transfigurar esse mundo, se cada um de nós assumir o compromisso de ser um sinal de luz e de esperança.

A primeira leitura (Gn 15, 5-12.17-18) fala-nos da fé de Abraão, cuja vida parece condenada ao fracasso, a quem Deus garante um pedaço de chão e uma descendência numerosa; ele confia totalmente em Deus coloca-se ao serviço dos desígnios do Senhor.

Na segunda leitura (Filip 3, 17 – 4, 1) São Paulo mostra sua fé na transfiguração, apesar do que via e condenava na comunidade, relembrando-nos que a nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão, num processo construído dia a dia sob o signo da cruz, numa entrega total por amor.

O Evangelho (Lc 9, 28b-36) apresenta a fé dos Apóstolos, fortalecida pela Transfiguração de Jesus na montanha, não como fuga de um derrotado, mas como expressão de uma necessidade vital para quem vive em comunhão constante com o Pai.

Inundados pelo louvor prestado no Sagrado Lausperene durante algum tempo desta semana, saibamos em cada Eucaristia “subir à montanha” para contemplar o Cristo transfigurado e escutar a sua voz; depois, transfigurados, saibamos também “descer da montanha” para prosseguir a nossa caminhada como agentes da transfiguração, dispostos a enfrentar o mundo e os seus problemas.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Domingo I da Quaresma


A liturgia deste dia convida-nos a repensar as nossas opções de vida e a tomar consciência das tentações que nos impedem de renascer para a vida nova.

Na primeira leitura (Deut 26, 4-10) Moisés convida o Povo de Israel a renovar os compromissos da Aliança antes de entrar na Terra Prometida, oferecendo ao Senhor os primeiros frutos da terra, num acto de “profissão de fé” no Senhor, que o livrou do Egipto.

A segunda leitura (Rom 10, 8-13) fala-nos da tentação dos que pensam que a Salvação é conquista nossa, não um dom gratuito de Deus; é necessário reconhecê-lo como o “Senhor” e acolher no coração a salvação que, em Jesus, Deus nos propõe.

O Evangelho (Lc 4, 1-13) apresenta-nos as tentações de Jesus; Ele nega o materialismo, nega o poder, nega o caminho mais fácil, mas pelo contrário, inicia um projecto de renúncia e de libertação, que continua até aos dias de hoje.

Deus tem um plano para cada um de nós, mas as tentações procuram desviar-nos do caminho traçado. Nesta Eucaristia as crianças do 4.º Ano de Catequese celebram a Festa da Palavra. Procuremos nesta Quaresma manter-nos fiéis à Palavra de Deus.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Escala de Leitores (17-02-2010 a 22-05-2010)

Já se encontra disponivel a nova escala de leitores de sábado à noite, de 17 Fevereiro a 22 de Maio de 2010

Escala - (Clique Aqui)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Quarta-Feira de Cinzas

A Quarta-Feira de Cinzas inicia a Quaresma, tempo dedicado à conversão.

Na primeira leitura (Joel 2, 12-18) somos todos convocados para a assembleia do povo de Deus, e deveremos fazer penitência em ordem à renovação pascal; somos chamados à conversão, para restabelecermos as nossas relações com Deus.

Na segunda leitura (2Cor, 5, 20 – 6, 2) São Paulo apresenta-nos Deus que convida, perdoa e reconcilia: Ele é o princípio e o termo da nossa conversão e nós – a Igreja e os seus ministros – somos os seus arautos, para chamar o povo à conversão e à reconciliação, especialmente neste tempo.

O Evangelho (Mt 6, 1-6.16-18) indica-nos que a Quaresma deve ser tempo de prática mais intensa das boas obras, da forma mais adequada às circunstâncias de cada um; mas tudo há-de sair do coração sincero e penitente e conduzir à renovação, sob o único olhar de Deus.

A bênção e imposição das cinzas são uma prática penitencial muito antiga. Através desta cerimónia simbólica, reconhecemos a nossa condição de pecadores com humildade e comprometemo-nos a lutar contra o pecado, especialmente durante este tempo de Quaresma.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sagrado Lausperene

O Lausperene consiste numa adoração permanente ao Santíssimo exposto.

Cada paróquia da nossa diocese tem o seu dia próprio para manter o Santíssimo em adoração, sendo que à Paróquia do Ferro cabe o dia 24 de Fevereiro: inicia-se com a Eucaristia do dia 23 de Fevereiro, terminando com a Eucaristia do dia seguinte. Há alguns anos atrás o Santíssimo ficava exposto durante toda a noite, mas actualmente tal não é possível.

Seria bom se neste dia cada um de nós pudesse passar pela igreja paroquial e fazer uns momentos de oração pessoal durante o dia. Entretanto, houve grupos de fiéis que se organizaram para uma oração comunitária, de acordo com o seguinte horário:

23 de Fevereiro

19:30 – Eucaristia
20:00 – Exposição do Santíssimo
20:30 – Catequese
21:30 – Cantar em Sol Maior
23:00 – Encerramento

24 de Fevereiro

08:00 – Exposição do Santíssimo
08:30 – João Xavier
17:00 – Leitores (Sábado)
19:00 – Encerramento
19:30 – Eucaristia

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Domingo VI do Tempo Comum

A liturgia deste dia apresenta as Leis de Deus, que foram transmitidas ao homem para realizar o Seu plano de salvação.

Na primeira leitura (Jer 17, 5-8) o profeta abre dois caminhos diante do Povo de Deus: o que lhe é apontado pela luz que vem de Deus e que a Deus conduz; e o que é iluminado só pelas luzes que vêm dos homens e que, por isso, não pode levar mais longe do que o horizonte do mesmo homem.

Na segunda leitura (1Cor 15, 12.16-20) São Paulo esclarece a essência da ressurreição dos homens como consequência imediata da ressurreição do Senhor: se Ele ressuscitou, os que n’Ele crêem e esperam também com Ele ressuscitarão.

O Evangelho (Lc 6, 17.20-26) retoma a perspectiva dos dois caminhos, já apontada no Antigo Testamento, através das célebres “Bem-aventuranças”, que S. Lucas resume em quatro, contrapondo-lhes, em compensação, outras tantas “maldições”.

No corre-corre das nossas vidas, poucas vezes nos preocupamos com as Leis de Deus, limitamo-nos a acatar as leis humanas, sem as quais a sociedade seria um caos. Mas não podemos esquecer que Jesus Cristo é o nosso modelo, e que viver segundo a Lei do Amor é o modo seguro de realizarmos a nossa vocação humana e cristã.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Domingo V do Tempo Comum


A liturgia deste dia salienta a necessidade de os cristãos se deixarem levar pelo chamamento de Cristo, transformando-se em luz do mundo e sal da terra.

A primeira leitura (Is 6, 1-2a.3-8) apresenta-nos a vocação de Isaías, que responde ao chamamento e aceita a missão de se tornar um enviado de Deus.

Na segunda leitura (1Cor 15, 1-11) São Paulo conta aos habitantes de Corinto como o encontro com Cristo o incentivou a colocar os seus talentos ao serviço da Mensagem centrada no Mistério Pascal.

No Evangelho (Lc 5, 1-11) Lucas descreve o milagre da pesca, pelo qual Jesus manifesta o seu poder divino e chama Pedro e os companheiros para o apostolado, estes que estavam envolvidos pela sua actividade profissional.

A disponibilidade manifestada por Isaías repete-se nos Apóstolos, e a obra da Deus está também nas mãos de cada um de nós: somos os verdadeiros “enviados”. Que o Senhor nos ajude a aceitar esta missão de ir pelo mundo anunciar o seu Amor.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Domingo IV do Tempo Comum

A liturgia deste dia centra-se no dever do cristão de ser fiel e anunciar o Amor de Deus entre todas as nações, tendo como exemplo o Cristo Ressuscitado.

Na primeira leitura (Jer 1, 4-5.17.19) Jeremias conta como a palavra de Deus vem ao mundo para chegar a toda a Terra; deve partir do meio do povo que Ele mesmo escolheu, mas muitas vezes não é este povo que Lhe dá melhor acolhimento.

A segunda leitura (1Cor 12, 31 – 13, 13) é um verdadeiro hino à caridade, carisma de todos os cristãos e a que todos são chamados, embora cada um em grau diferente, dada a grande diversidade de dons e graças na Igreja.

O Evangelho (Lc 4, 21-30) conta-nos como Jesus foi mal recebido pelos seus e deixou Nazaré, partindo para outros lugares onde a palavra de Deus pudesse encontrar quem melhor a escutasse.

Reflectindo nas palavras de S. Paulo na sua carta aos coríntios, saibamos desenvolver o dom da caridade, tornando-nos realmente “profetas do amor”.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Grupo de Leitores de Sábado - Reunião

A Liturgia da Palavra é uma celebração.

É necessário, pois, que se note que celebramos a Palavra, como depois celebramos a Eucaristia.

Exercer o Ministério de Leitor é um serviço importante dentro da assembleia. Os que o realizam devem estar conscientes disso e viver a alegria e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de ser os que tornarão possível que a assembleia receba e celebre aquela Palavra com a qual Deus fala aos seus fiéis.

Se pertence ao Grupo de Leitores, ou se gostaria de vir a pertencer, iremos realizar uma reunião no próximo dia 7 de Fevereiro de 2010, pelas 16h00 na Igreja Paroquial do Ferro.

Contamos com a sua presença!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

São Sebastião

No próximo dia 30 de Janeiro, pelas 20 horas (no final da Eucaristia) irá decorrer uma sessão intitulada “São Sebastião – Vida, Culto e Tradição”, que terá lugar na Igreja Paroquial do Ferro.

A sessão foi estabelecida com os seguintes objectivos:
- dar a conhecer a vida de São Sebastião e os factos que levaram a considerá-lo “o divino mártir”;
- reflectir sobre alguns aspectos da sua vida e o exemplo que poderá trazer para a actualidade;
- debater acerca da homenagem prestada pelos ferrenses ao nosso padroeiro.

Contamos com a presença de todos!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ensaio de Cânticos

No próximo dia 24 de Janeiro, Domingo, o Sr. Bispo D. Manuel irá presidir à celebração das Vésperas na Igreja Paroquial do Ferro, pelas 17 horas, na qual participarão também as paróquias vizinhas de Boidobra e Peraboa.

De forma a dignificar a celebração, irá realizar-se um ensaio no dia 23 de Janeiro, Sábado, pelas 20 horas, após a Eucaristia.

Contamos com a presença de todos!

Domingo III do Tempo Comum


A liturgia desde dia coloca no centro da nossa reflexão a Palavra de Deus.

Na primeira leitura (Ne 8, 2-4a.5-6.8-10) podemos verificar que já no tempo de Neemias, cinco séculos antes da vinda do Messias, a Palavra de Deus era proclamada, escutada atentamente e aclamada pelo povo, tal como actualmente se prevê nas celebrações litúrgicas.

Na segunda leitura (1Cor 12, 12-30) S. Paulo continua a insistir na unidade entre os cristãos; compara os membros da Igreja aos membros de um corpo: há muitos campos de acção, mas isso não deve ser causa de divisão e sim de unidade, pois todos os serviços são fruto do mesmo e único Espírito.

O Evangelho (Lc 1, 1-4; 4, 14-21) narra o princípio do mistério público de Jesus, na sinagoga de Nazaré, numa celebração de Sábado: Cristo é a Palavra que se faz Pessoa no meio dos homens.

Encontramo-nos a viver a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Saibamos descobrir o outro, vendo nele um membro do Corpo da Igreja, com o auxílio da meditação na Palavra de Deus.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Domingo II do Tempo Comum

A liturgia desde dia, primeira do Tempo Comum em 2010, complementa as etapas da manifestação do Filho de Deus.

Na primeira leitura (Is 62, 1-5) Isaías anuncia ao seu povo a salvação, comparando o Amor de Deus para com o Seu Povo ao amor entre os esposos. Jerusalém é a imagem de todo o Povo de Deus, é a imagem da Igreja, Esposa de Cristo.

Na segunda leitura (1Cor 12, 4-11) o Apóstolo apela para a unidade, dirigindo-se a uma comunidade onde são frequentes as divisões. Todos os dons que existem na Igreja procedem do mesmo e único Espírito.

O Evangelho (Jo 2, 1-11) conta-nos o primeiro milagre de Jesus, nas Bodas de Caná. Depois da Epifania e do Baptismo, Jesus Cristo manifesta-se agora por um “sinal” que aponta já para a Aliança definitiva entre Deus e os homens, através do Seu Sangue derramado.

Inspirados nas palavras de S. Paulo, saibamos unir-nos entre cristãos e viver como família, consolidando a nossa fé em Deus Uno e Trino, que nos oferece o Seu Amor.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Escala de Leitores (16-01-2010 a 01-05-2010)

Já se encontra disponivel a nova escala de leitores de sábado à noite, de 16 Janeiro a 1 de Maio de 2010

Escala - (Clique Aqui)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Escala de Acólitos


Se queres entrar para os Acólitos fala com:
Pe. Manuel
Ana Tiago

ou com qualquer outro elemento.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Baptismo do Senhor

A liturgia deste dia prefigura toda a Igreja dos baptizados, dos redimidos, através do Baptismo de Jesus.

A primeira leitura (Is 42, 1-4.6-7) descreve a figura misteriosa do Servo do Senhor, que alimentou a fé de Israel através dos séculos e alcançou o seu pleno cumprimento em Jesus Cristo.

Na segunda leitura (Actos 10, 34-38) São Pedro proclama a Boa Notícia da Salvação em casa do centurião Cornélio. A manifestação do Espírito Santo, que acompanha o Baptismo, é sinal de que junto de Deus não há discriminação: todos são chamados a integrar-se na grande família de Deus.

O Evangelho (Lc 3, 15-16.21-22) lembra-nos que o cristão, pelo Baptismo e à semelhança de Jesus, passa a ser um “enviado”, guiado pelo Espírito Santo para guardar a vida nova que recebeu e para cumprir as promessas feitas, sendo testemunha de Cristo e luz dos seus irmãos.

Ao receber o Baptismo, Jesus sujeita-se à vontade do Pai e coloca-se entre os pecadores. Saibamos nós recordar as promessas do Baptismo, renovadas no Sacramento da Confirmação, para sermos “luz do mundo e sal da terra”.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Epifania do Senhor

A liturgia deste dia recorda-nos a manifestação de Deus aos homens.

A primeira leitura (Is 60, 1-6) apresenta Jerusalém como a cidade iluminada pelo Nascimento de Jesus, atraindo a si todos os povos mergulhados na noite do pecado. Reunindo todos os homens, Jerusalém é também o instrumento de união com Deus.

Na segunda leitura (Ef 3, 2-3a.5-6) São Paulo vai de encontro ao universalismo de Isaías, mas estende-o a toda a humanidade, não se limitando aos filhos de Israel. Todos são chamados para este projecto de unidade e amor!

O Evangelho (Mt 2, 1-12) sublinha a universalidade da mensagem cristã, contando o primeiro encontro do mundo pagão com o Salvador. Mostra a boa vontade dos magos que, atentos aos sinais dos tempos, se dispõem a correr a aventura da fé, em oposição ao orgulho e cegueira de Herodes.

A Epifania é o complemento do Natal. O Natal celebra Deus, que se esconde e humilha, ao assumir a nossa natureza para nos salvar. A Epifania celebra Deus, numa manifestação enquanto Rei Universal, exaltando a glória divina.

Um Feliz 2010

Happy New Year myspace comments

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Sagrada Família

A liturgia deste dia, ainda num clima de Natal, honra a Sagrada Família de Jesus, Maria e José.

A primeira leitura (Sir 3, 3-7.14-17a) descreve alguns dos valores-base na vida familiar, que se deve alicerçar num amor feito de respeito, dedicação, serviço e auxílio, numa atitude que engrandece o Senhor.

Na segunda leitura (Col 3, 12-21) a família é apresentada como uma célula do Corpo de Cristo, onde deve reinar a unidade e a harmonia. Pela paciência e pelo perdão, a família vencerá os conflitos que surgem, estendendo a paz de Cristo sobre si mesma.

O Evangelho (Lc 2, 41-52) conta um episódio da Família de Nazaré, sempre aberta a cumprir os desígnios do Senhor. Nesta altura, pelos 12 anos, Jesus interpreta a Sagrada Escritura perante os doutores da lei, numa atitude de independência que manifesta o amor para com a vontade do Pai.

Apesar da transformação profunda que as famílias do nosso tempo estão a sofrer, seria bom que cada lar encontrasse na Sagrada Família a inspiração para continuar a modelar os homens à imagem de Cristo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nascimento de Jesus

Naqueles dias, saiu um édito da parte do imperador Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra - este primeiro recenseamento ocorreu quando Quirino era governador da Síria. E cada um tinha de ir recensear-se à sua cidade de origem.
Também José deixou a cidade de Nazaré, na Galileia, subindo até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, pois pertencia à casa e à descendência de David. Ia recensear-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
Ora, encontrando-se ali, chegaram os dias em que devia dar à luz e teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura, pois não havia para eles lugar na hospedaria.
Pelos arredores havia pastores que pasavam a noite nos campos a guardar os seus rebanhos. O anjo do Senhor aproximou-se e a glória do Senhor envolveu-os na sua luz. Encheram-se de temor mas o anjo disse-lhes: «Não temais, pois venho anunciar-vos uma boa notícia, uma grande alegria para todo o povo: Hoje nasceu-vos um Salvador, na cidade de David. Ele é o Messias, o Senhor. E eis o sinal que vos é dado: encontrareis um recém-nascido envolto em panos e deitado numa manjedoura.» Subitamente, juntou-se ao anjo um inumerável exército celeste que louvava a Deus dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.»
Quando os anjos deixaram os pastores e se retiraram para os céus, estes disseram entre si: «Vamos até Belém para ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.»
Partiram apressadamente e encontraram Maria e José com o menino deitado na manjedoura. Depois de o terem visto, relataram o que lhes tinha sido anunciado acerca daquele menino e todos se admiravam com o que eles diziam. Maria, entretanto, guardava todas estas coisas meditando-as no seu coração. Os pastores partiram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, conforme o que lhes tinha sido anunciado. (Lc 2, 1-20)


Quarenta dias depois do seu nascimento, Jesus, como todos os primogénitos de Israel, foi apresentado no Templo de Jerusalém. Ali, um homem, Simeão, e uma mulher, Ana, reconheceram na criança o Enviado do Senhor. Voltamos a encontrar Jesus no Templo ao doze anos. Enche de espanto os especialistas religiosos, e também os seus pais, pela estreita relação que tem com Deus. Fala dele como de seu Pai. Jesus torna-se adulto e recebe o baptismo de João Baptista, que convida todos à conversão: «Preparai o caminho do Senhor!» Depois, retira-se durante quarenta dias para o desero, onde o demónio tenta, em vão, afastá-lo de seu Pai Deus.

Quando nasceu Jesus?
Os evangelhos não o dizem precisamente. No século VI, um monge, Denis le Petit, calculou a data e fez dela o ponto de partida do nosso calendário. Mas ele enganou-se! Com efeito, o evangelho de Mateu indica-nos que Jesus nasceu antes da morte do rei Herodes, o Grande, que aconteceu no ano -4. Hoje, a maior parte dos historiadores situam o nascimento de Jesus no ano -6.

O recenseamento:antes ou depois de Jesus?
Quando Augusto decidiu transformar a Judeia, a Idumeia e a Samaria numa província romana, teve necessidade de saber quantos habitantes tinham essas regiões. É nesta ocasião, no ano 6, que aconteceu o recenseamento, organizado com a ajuda de Quirino, enviado de Roma, e não por altura do nascimento de Jesus, doze anos mais cedo. O evangelista Lucas, que escrevia por volta do ano 85, estava mal informado.

Como explicar que o Salvador nasça na pobreza?
Os ricos e os poderosos vivem geralmente em belas casas. Os pobres têm que se contentar com habitações modestas ou miseráveis. Os discípulos, tendo vivido com Jesus, compreenderam que os pobres, pelo contrário, serão os primeiros no Reino de Deus que substituirá o mundo presente: «Felizes os pobres, porque deles é o reino dos céus.» Jesus é aquele que anuncia e abre este Reino de Deus. Não é, portanto, por acaso que ele nasce nos despojamento. Em todo o seu evangelho, Lucas é particularmente agressivo com os ricos, que permanecem indiferentes à miséria dos seus contemporâneos.

Mensagem do Pároco

Mensagem do Pároco

Em primeiro lugar quero felicitar a equipa que tomou a iniciativa de criar este “site” e o tem mantido com persistência, alegria e originalidade.

Habitualmente, falando-se de paróquia, conta-se que seja o pároco o primeiro desta equipa na criação e gestão. Aqui, não foi o caso. O pároco, talvez pela sua idade ou por estar de fora destas novas tecnologias, deixou-se atrasar e ainda não conseguiu recuperar. (No entanto, posso assegurar que fui dos primeiros a querer aderir a estas formas de comunicação. As exigências, talvez, do seu trabalho não lhe proporcionaram condições para o seu “arranque”!...)

Só tarde soube mesmo da existência deste "blog". Pasmem!... Gostei de saber da sua existência, que tem muitas “visitas” e se tornou um ponto de encontro e diálogo.

Aprecio a vossa dedicação e trabalho de equipa.

Procurarei também aparecer de vez em quando e “assinar o ponto”!...

Aproveito para dirigir a todos os meus paroquianos que têm crescido muito em número recentemente uma breve saudação! Os meus votos de Boas-Festas de Natal e que o Novo Ano que se aproxima nos faça encher os olhos e o coração de esperança na concretização dos nossos (vossos) sonhos!

Que Deus nos ajude a criar à nossa volta um clima de paz e confiança em todos os que se cruzam connosco nas complicações vias da vida.
Que suscite nos responsáveis pelo futuro da humanidade um sentido de responsabilidade pela manutenção da paz e segurança entre os homens. Que os mesmos se deixem de leviandades e perigosas aventuras no que diz respeito à Família e organização da Sociedade. Enfim, ganharem juízo e consciência das suas responsabilidades na orientação digna de quem se sabe Obra de Deus. Quando se pressentem nuvens carregadas no horizonte, não será demais pedir-lhes atenção aos sinais de trânsito para uma vida plena de dignidade.

Que a comemoração no Nascimento para a História do Emanuel – Deus – Connosco – seja para todos nós um sugestivo convite a fazer a caminhada até ao presépio e assegurar-nos de que o Mundo não é barco sem piloto!

Boas Festas e um abraço do P. Manuel

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal


A liturgia desta noite (conhecida por “Missa do Galo”) celebra o nascimento do Deus-Menino, Jesus Cristo, nosso Salvador.

Na primeira leitura (Is 9, 2-7) o profeta Isaías descreve a acção libertadora do Salvador, oito séculos antes do Seu nascimento: o Menino é descendente de David, mas é também o Filho de Deus, que vem para estabelecer um reino de justiça e de paz.

A segunda leitura (Tito 2, 11-14) descreve o Natal como manifestação da salvação. Mas, para beneficiarmos dela, é necessário que acolhamos o Salvador, vivendo em harmonia com as exigências da nova vida que Ele nos traz.

O Evangelho (Lc 2, 1-14) apresenta-nos o quadro do presépio, em Belém, com o anúncio do nascimento feito pelos anjos aos pastores, testemunhas do Amor de Deus, que nos oferece um Salvador, Cristo Senhor.

O grupo “Cantar em Sol Maior” deseja a todos um Feliz Natal, onde seja possível relembrar e reviver o nascimento de Jesus como um convite à alegria, uma lição de humildade e pobreza e um apelo de amor e paz.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Maria visita Isabel

Por aqueles dias, Maria apressou-se em ir a uma povoação nas montanhas da Judeia.

Entrou em casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.

Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança mexeu-se dentro dela.

Isabel ficou cheia do Espírito Santo e disse em voz alta:

«Abençoada és tu mais do que todas as mulheres e abençoado é o filho que de ti há-de nascer! Que grande honra para mim ser visitada pela mãe do meu Senhor! Mal ouvi a tua saudação, logo a criança que trago dentro de mim saltou de alegria. Feliz de ti que acreditaste, pois há-de acontecer tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» (Lc 1, 39-45)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Domingo IV do Advento

O tema principal desta semana é o anúncio da vinda de Jesus Cristo, feito a Maria.

A primeira leitura (Miq 5, 1-4a) completa a profecia de Isaías sobre o "Emanuel" (Deus connosco), anunciando o lugar do nascimento do Messias Salvador e descrevendo a Sua missão.

A segunda leitura (Hebr 10, 5-10) recorda que a entrada de Jesus no mundo está orientada para o drama da Cruz e o triunfo da Páscoa, tal como é da vontade do Pai.

No Evangelho (Lc 1, 39-45) Maria surge como a concretização do encontro de Deus com a humanidade. Ela é a mulher que assegura ao seu povo a vitória sobre o pecado e o mal. Este episódio relata a primeira "visita" do Senhor.

Azul é a cor escolhida para a vela que acendemos nesta quarta semana. Cor da tranquilidade, muitas vezes associada a Nossa Senhora, vem recordar o anúncio da vinda de Jesus Cristo.