quinta-feira, 30 de abril de 2009

IV Domingo da Páscoa

Naquele tempo, disse Jesus. «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai». (Jo 10, 11-18)

Jesus Cristo é o único e perfeito Pastor. Conhece de perto a nossa condição humana e oferece a Sua vida pela salvação de todos. “Em nenhum outro há salvação”, como diz Pedro na primeira leitura.
Com a vinda de Cristo, tornamo-nos realmente Filhos de Deus, diz São João na segunda leitura.
Seguir o exemplo de Jesus Cristo, o Bom Pastor, e os seus ensinamentos no Evangelho, ajuda-nos a viver em perfeita comunhão com Deus e com os homens, nossos irmãos
.


terça-feira, 28 de abril de 2009

Reunião de Catequistas (30-4-2009)


No próximo dia 30 de Abril, haverá reunião de catequistas na Casa Paroquial do Ferro, pelas 21h30.


Pede-se a todos os catequistas que estejam presentes.


domingo, 26 de abril de 2009

Mês de Maria (2009)

Calendarização e distribuição dos Grupos e Movimentos no Mês de Maria - Clique Aqui

Dia 1 Maio - Oração Inicial: Clique Aqui
Dia 31 Maio - Oração Final: Clique Aqui

Horário: Dias de Semana - 20h30
Sábados - 19h30


1 de Maio
Introdução: 1º Ano de Catequese
1º Mistério: 10º Ano de Catequese
2º Mistério: 4º Ano de Catequese
3º Mistério: Leitores
4º Mistério: 7º Ano de Catequese
5º Mistério: Cantar em Sol Maior
Oração Final: 6º Ano de Catequese

31 de Maio
Introdução: 2º Ano de Catequese
1º Mistério: 9º Ano de Catequese
2º Mistério: 3º Ano de Catequese
3º Mistério: Escuteiros
4º Mistério: 8º Ano de Catequese
5º Mistério: Ministros Extraordinários da Comunhão
Oração Final: 5º Ano de Catequese

Escala de Acólitos (Maio e Junho 2009)

Escala de Acólitos (Maio e Junho 2009)

Clique aqui, para ver a Escala de Acólitos

quinta-feira, 23 de abril de 2009

III Domingo da Páscoa

Naquele tempo, os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa para comer?» Deram-Lhe uma posta de peixe assado, que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes: «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco: ‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de todas estas coisas». (Lc 24, 35-48)

Tal como os primeiros discípulos, é na “Fracção do Pão” que nós reconhecemos hoje o Senhor Jesus; na Eucaristia, Ele torna-se nosso contemporâneo.
Tal como nos é explicado na primeira leitura, embora não tenhamos conhecido directamente Jesus Cristo, temos hoje a oportunidade de nos converter, pois a Sua acção renovadora continua através dos sacramentos.
Cristo, que é o nosso advogado junto do Pai, fortifica a nossa fé e sustenta a nossa fidelidade, incentivando-nos a guardar os mandamentos da Lei de Deus, como São João explica na segunda leitura.
Com a leitura atenta do Evangelho podemos compreender a importância da Eucaristia nos nossos dias. Na primeira parte, a Liturgia da Palavra, Jesus está presente para alimentar e fortalecer a nossa fé com o Pão da Sua Palavra. Na segunda parte, Apresentação dos Dons, Oração Eucarística e Comunhão, Jesus torna presente o sacrifício do Seu Corpo e Sangue, para que nós próprios nos ofereçamos ao Pai. Não podemos, portanto, limitar-nos a “assistir à Missa” em cada Domingo; temos de participar consciente e activamente na Eucaristia.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

II Domingo da Páscoa

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. (Jo 20, 19-31)

A liturgia deste dia, revivendo ainda a alegria pelo Cristo Ressuscitado, apresenta-nos a nova comunidade que nasce da Cruz e da Ressurreição: a Igreja.
A primeira leitura descreve a primeira comunidade cristã, que vivia unida em perfeita comunhão de bens, não esquecendo a importância do ensino dos cristãos e da celebração da fé. É uma comunidade que dá testemunho, provocando admiração e simpatia do povo e atraindo novos membros.
A segunda leitura lembra que a fé cristã não passa apenas pela aceitação da mensagem de Jesus como a mais bela de todas, mas também pela adesão pessoal a Cristo como Homem e como Messias, Filho de Deus.
O Evangelho apresenta-nos Cristo como o centro da comunidade cristã. Em redor dele, a comunidade estrutura-se e vence o medo e a hostilidade do mundo; as portas estão trancadas, mas Cristo abre-as com a força do Espírito Santo, oferecendo-nos através dele a paz e o perdão. Mas exige fé. Tal como Tomé, também nós não encontramos as provas físicas da Ressurreição de Cristo; mas podemos conhecê-l’O se passarmos da visão à fé, podemos encontrá-l’O nos sacramentos, e é agora na comunidade da Igreja que descobrimos as provas de que Ele está vivo. Assim, cada reunião em comunidade é uma pequena Páscoa.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Páscoa

Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?» Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse».
(Mc 16, 1-8)

A Liturgia dessa noite celebra o facto mais importante da História da Salvação, o Mistério mais profundo de nossa fé: a Ressurreição do Senhor. É a Liturgia mais solene e rica de todo o ano litúrgico. Por isso, vamos aprofundar os seus diversos momentos.

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Liturgia da Luz. Cristo, simbolizado pelo círio pascal, é trazido solenemente a um lugar de destaque na celebração. Diante desse Círio, proclamamos o hino pascal, pela vitória de Cristo sobre as trevas da morte e do pecado.

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Liturgia da Palavra. São apresentadas algumas leituras bíblicas do Antigo Testamento, que nos narram etapas importantes da História da Salvação: a criação; a libertação do povo de Moisés, pela travessia do Mar Vermelho; os profetas, que são enviados para relembrar a aliança entre Deus e o seu povo. Na Epístola, São Paulo fala acerca da vida nova que o Baptismo nos oferece. O Evangelho relata a Ressurreição de Cristo.

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Liturgia do Baptismo. A água é símbolo da vida nova recebida no Baptismoo, que na Igreja primitiva se realizava nessa noite e hoje se renova.

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Liturgia Eucarística. É o Memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Cada domingo deve ser uma pequena Páscoa, em que, relembrando a Páscoa de Cristo, queremos reabastecer-nos pela palavra de Deus e pelo pão da Vida, para continuarmos a nossa marcha para a Terra Prometida.


O grupo “Cantar em Sol Maior” deseja a todos uma Páscoa Feliz, que nos possa revestir de uma vida nova.


quinta-feira, 2 de abril de 2009

Domingo de Ramos

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Naquele tempo, os príncipes dos sacerdotes foram entregar Jesus a Pilatos, que Lhe perguntou: «Tu és o Rei dos judeus?» Jesus respondeu: «É como dizes». E os príncipes dos sacerdotes faziam muitas acusações contra Ele. Pela festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso à sua escolha, e perguntou-lhes: «Quereis que vos solte o Rei dos Judeus?» Mas a multidão pediu que lhes soltasse antes Barrabás. Pilatos perguntou-lhes: «Então, que hei-de fazer d’Aquele que chamais o Rei dos Judeus?» Eles gritaram: «Crucifica-O!» Os soldados levaram Jesus para ser crucificado, revestiram-n’O com um manto de púrpura e puseram-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos. Requisitaram Simão de Cirene para Lhe levar a cruz e levaram Jesus para o Lugar do Calvário. Depois crucificaram-n’O e repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte. Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. O letreiro que indicava a causa da condenação tinha escrito: «Rei dos Judeus». Crucificaram com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Quando chegou o meio-dia, as trevas envolveram toda a terra até às três horas da tarde. E então Jesus exclamou com voz forte: «Eloí, Eloí, lema sabactáni?», que quer dizer, «Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonastes?» Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma cana, deu-Lhe a beber. Então Jesus, soltando um grande brado, expirou. O véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo. O centurião que estava em frente de Jesus, ao vê-l’O expirar daquela maneira, exclamou: «Na verdade, este homem era Filho de Deus».
(adaptado de Mc 14, 1 – 15, 47)



Jesus assume a condição humana. Vive para os outros, para os homens seus irmãos. Vive para Deus Seu Pai. Realiza, assim, os dois mandamentos maiores: amar a Deus, amar os irmãos! A presença de Jesus, a Sua palavra, a Sua afeição para com os pecadores, os seus gestos de cura, a Sua bondade para com todos, o Seu sentido da humanidade e o Seu sentido de Filho de Deus, são a forma concreta de nos mostrar que a vida só vale a pena quando é uma vida dada!
Celebrar a Paixão e Morte de Jesus é contemplar a mais espantosa história de amor. Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Não é o sofrimento de Jesus que nos salva, mas o amor com que viveu esse sofrimento. O que nos toca na paixão de Jesus é a força desse amor, que vai até à morte.
A Fé nasce do nosso encontro com o Senhor, ao sentirmo-nos amados por Ele. A experiência deste amor é decisiva para a nossa vida: faz-nos mudar, leva à conversão, reconcilia-nos com Deus, faz crescer a Fé. Porque se trata de uma experiência de amor, é fácil concluir que o nosso coração é o lugar privilegiado para este encontro com Deus. A Fé é por isso uma adesão pessoal, que fazemos livremente, quando descobrimos que o Amor habita todas as realidades, que o Amor é Vida em nós!

Como me encontrei com Deus nesta Quaresma?

quinta-feira, 26 de março de 2009

V Domingo da Quaresma

Se o grão de trigo, lançado à terra, morrer, dará muito fruto.

Naquele tempo, alguns gregos que tinham vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus». Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome». Veio então do Céu uma voz que dizia: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». A multidão que estava presente e ouvira dizia ter sido um trovão. Outros afirmavam: «Foi um Anjo que Lhe falou». Disse Jesus: «Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa. Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim». Falava deste modo, para indicar de que morte ia morrer.
(Jo 12, 20-33)



PENITÊNCIA



Na linguagem comum dizemos que fazemos uma penitência quando fazemos alguma coisa difícil ou que nos custa. Em linguagem religiosa dizemos que fazemos uma penitência quando fazemos alguma coisa que nos ajuda a reorientar as nossas relações para o amor a Deus e aos outros, quer tenha sido difícil e custosa quer tenha sido fácil e agradável. O essencial da penitência não é o custar-nos mas o mudar-nos. Penitência é a abertura do coração ao amor. Acontece por dentro, no coração. Ninguém vê, só Deus, que vê no segredo. Vêem-se depois os frutos, nas nossas relações aumenta a fé, aumenta a esperança, aumenta o amor. Aumenta a nossa capacidade de entrega na vida do dia-a-dia.
O sentido da penitência está implícito no Evangelho de hoje, a ideia de “perder” alguma coisa para ganhar ou dar a ganhar algo de muito maior e mais profundo, que é a nossa vida em Deus. O que importa jejuar ou fazer outros sacrifícios, se isso não tiver um sentido, se não for um exercício de liberdade interior e de maior ligação ao que é essencial?
A penitência tem que ser movida pelo amor, pela vontade de mudar, de deixar para trás o homem velho, tem de ser um exercício para sermos o homem novo, convertido pelo amor.

Em que é que tenho de morrer, para dar fruto?

quinta-feira, 19 de março de 2009

IV Domingo da Quaresma

Deus enviou o Seu Filho, para que o mundo seja salvo por Ele.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna e Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.»
(Jo 3, 14-21)



DOAÇÃO

Neste Quarto Domingo da Quaresma, o conceito fundamental e central face ao qual nos coloca a Palavra de Deus é evidenciado nesta frase de S. Paulo nos Actos dos Apóstolos: “A felicidade está mais em dar do que em receber”. No fragmento do Evangelho de João, Jesus dá-nos a conhecer o que de mais grandioso existe no coração e no actuar do Pai: o amor gratuito pela humanidade, que vai além de todo o previsível, de todo o cálculo, de qualquer conveniência ou direito, entrando no mistério profundo da gratuidade de Deus que é Amor. Jesus irá sigilar o gesto do Pai com o dom da Sua entrega total na cruz, em que dá tudo o que é, tudo o que tem: a Sua Mãe, o Seu perdão a Sua vida.
Antecipação do dom derradeiro que é a dádiva da Sua vida, Jesus oferece-nos a expressão mais perfeita do amor, o Seu perdão: “Perdoa-lhes, ó Pai, porque não sabem o que fazem”. O perdão é o dom que Jesus faz à humanidade. Por isso, a cruz é o sinal inequívoco do amor totalmente gratuito, a representação inesgotável e insuperável do perdão, da reconciliação.
Falar de gratuidade pressupõe uma atitude de despojamento e abertura, de escuta e resposta, de conhecimento e adesão à auto-comunicação de Deus, aos Seus dons, à Sua graça, tudo visto como convite a uma relação que se transfigura numa amizade, numa vontade de Lhe responder, de forma activa, em reciprocidade de dom, de tal modo que, sentindo-nos ternamente amados por Deus, aprendemos a amar e a servir como Ele, repartindo os dons recebidos, num empenho crescente por tornar conhecido este Deus-Amor. O reconhecimento do Deus-Vivo é um caminho para o amor, um amor que cresce através do amor.

A doação está realmente presente na minha vida?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Festa do Credo (5º Ano)

No passado dia 14 de Março, o 5º Ano da Catequese dinamizaram a Celebração com a realização da Festa do Credo.

A Paróquia do Ferro, o Pároco e os Catequistas aproveitam para desejar muitos parabéns às crianças do 5º Ano de Catequese.

Agradecemos o excelente trabalho desempenhado pelos catequistas: Vera Gaiola e Sofia.

quinta-feira, 12 de março de 2009

III Domingo da Quaresma

Destruí este templo e em três dias o levantarei.

Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu pai uma casa de comércio». Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela ta casa». Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?» Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?» Jesus, porém, falava do templo do seu corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus. Enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, ao verem os milagres que fazia, acreditaram no seu nome. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos e não precisava de que Lhe dessem informações sobre ninguém. Ele bem sabia o que há no homem o elucidasse acerca das pessoas, pois sabia o que há dentro delas.

(Jo 2, 13-25)




LIBERTAÇÃO

Todos guardamos memória do tempo em que, para prepararmos um teste, olhávamos para a “matéria”, procurando o que era “mais importante”. Trabalho árduo, em que normalmente recebíamos ajuda, era também um momento estruturante, porque nos arrumava, por dentro, e nos fixava no essencial.
Nesta sociedade consumista, pode acontecer que a preocupação do que é essencial se tenha esbatido. Mas neste tempo de Quaresma somos particularmente desafiados ao essencial: à atenção, à disponibilidade, ao acolhimento da presença de Deus e da Sua mensagem. Não se trata de largarmos as nossas obrigações e os nossos compromissos para passarmos o dia na Igreja. Pelo contrário, trata-se de pôr a verdade na nossa vida, de ir aprendendo a distinguir o que é essencial do que é acessório. Mas o essencial o que é? Mais do que o cumprimento exterior dos preceitos, em vista da salvação, Deus convida-nos à gratuidade do amor. A Quaresma é um tempo privilegiado para crescer nessa atitude, para deixar cair as cadeias da superficialidade e para viver a maravilhosa experiência da liberdade dos filhos de Deus.
É por amor do Pai que Jesus actua e expulsa os vendilhões do Templo. Deve ser também por exigência de amor, numa escolha livre e libertadora, que vamos identificar em nós e fora de nós (no templo que cada um é e no templo que é a comunidade) os vendilhões que queremos expulsar: o egoísmo, a injustiça, a hipocrisia, o pessimismo, o medo, a mentira, a violência e tudo o mais que profana o espaço sagrado.
Na Eucaristia Vespertina deste dia, os elementos do 5.º ano de Catequese realizam a Festa do Credo, lembrando-nos do que é essencial na vivência da Fé. Vamos aproveitar este tempo da Quaresma, que é o tempo favorável à conversão, para procurarmos libertar-nos de tudo o que impede a nossa construção interior e não nos deixa livres para vivermos uma relação verdadeira com Deus e com os
outros.


Tenho consciência de que sou templo vivo de Deus?


domingo, 8 de março de 2009

Via Sacra

No próximo dia 21 de Março, pelas 20 horas (após a Eucaristia) irá realizar-se no Ferro uma Via Sacra, em que tentaremos recriar a história da Paixão de Cristo, num conjunto de 14 estações que nos ajudam a reviver os últimos momentos da sua vida na terra.
Esta actividade terá lugar na Igreja Paroquial do Ferro e vai ser dinamizada pela Catequese, pelos Escuteiros e pelo Grupo “Cantar em Sol Maior”. Contamos com a presença de todos!


quinta-feira, 5 de março de 2009

II Domingo da Quaresma

Este é o Meu Filho muito amado.

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o Meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.


(Mc 9, 2-10)



ORAÇÃO

Se nos expusermos regularmente a um encontro com Deus, através da oração pessoal, vai ocorrer dentro de nós uma mudança. Esses encontros transformam-nos, são como uma fonte de água que nos traz vida em abundância. Segundo nos dizem os Evangelhos, Jesus disse de si mesmo: “Eu sou a Luz”. Não foi em vão! Deixemos que a Luz nos ilumine.
A leitura da Transfiguração do Senhor, como outras nos Evangelhos, mostra-nos o lugar que a oração ocupava na vida de Jesus. Ele não a dispensa, e quanto mais importante e difícil é o momento que está a viver, mais se entrega ao diálogo com Deus, procurando luz, conforto e força para ser fiel à missão que o Pai Lhe confiou.
Ao convidar os seus amigos mais próximos, para irem com Ele à montanha orar, Jesus quer levá-los à experiência do encontro com Deus na oração e como é bom estar na presença de Deus e no diálogo com Ele. Na sua oração Jesus transfigura-se, envolvendo os discípulos na sua glória em Deus. É por isso que Pedro solta, cheio de contentamento, aquele desabafo: “Senhor, que bom seria ficarmos aqui; façamos três tendas”. Pedro desejava ficar sempre ali. Sentiu o desejo de se instalar.
A oração, que inclui disponibilidade à presença de Deus, escuta da Palavra e contemplação, é a fonte onde vamos buscar força para sermos fiéis à mensagem de Jesus. Se, à semelhança de Jesus, e com Ele, nos deixarmos transfigurar, transfiguramos o mundo através da nossa conversão. A luz da Transfiguração deve levar-nos, no nosso dia-a-dia, a sermos capazes de transformar as situações de dor em conforto, de ódio em amor, de vingança em perdão, de pecado em graça, de morte em vida.


Que aspectos da minha vida quero deixar transfigurar por Deus?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Festa da Palavra (4º Ano)


No passado dia 28 de Fevereiro, o 4º Ano da Catequese dinamizaram a Celebração com a realização da Festa da Palavra.

A Paróquia do Ferro, o Pároco e os Catequistas aproveitam para desejar muitos parabéns às crianças do 4º Ano de Catequese.

Agradecemos o excelente trabalho desempenhado pelos catequistas: Helena, Lidia Cleto, Marta e Ana Tiago.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

I Domingo da Quaresma

A Quarta-Feira de Cinzas marca o início da Quaresma, que terminará com a Páscoa. Nesta época, propomos um conjunto de atitudes que podemos desenvolver e praticar, ao longo destes 40 dias. Chamamos-lhe “atitudes quaresmais”: atenção, oração, libertação, doação, penitência e .


Era tentado por Santanás e os Anjos serviam-no.


Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.»

(Mc 1, 12-15)



ATENÇÃO


A Quaresma é um tempo de arrependimento, um caminho de conversão. Ao iniciar este tempo, será útil desenvolver uma atitude de atenção, de concentração e observação interior.
“Dá atenção a ti mesmo para dares atenção a Deus”, comenta S. Basílio. Deste modo, olhamos o nosso desejo, as nossas expectativas, o nosso amor. Esta atenção luta contra os pensamentos que nos distraem, que nos afastam do essencial. A atenção é a diligente sentinela do nosso coração. Impedindo a entrada a afectos intrusos, ela assegura um processo de purificação que, em si, é já oração.
Efectivamente, a atenção é um estado de vigília, de lucidez, que se opõe aos impulsos do espírito humano que tendem a embrutecê-lo, como a preguiça, a negligência, a superficialidade, a dispersão. O exercício da atenção não é fácil, mas confere realidade àquilo que verdadeiramente esperamos e desejamos.
Numa perspectiva de espírito da Quaresma, seria bom que cada um de nós levasse a cabo um exercício de reflexão, dando atenção a si próprio, aos seus pensamentos, desejos, projectos, atitudes…e também a Deus que nos fala na Sua Palavra e nos acontecimentos.
Na Eucaristia Vespertina deste dia, as crianças do 4.º ano de Catequese realizam a Festa da Palavra, recordando a importância da Bíblia e do que esta nos ensina. Escutando a Palavra de Deus, ficaremos assim centrados no que realmente queremos, e uma atenção profunda vai dando lugar a uma oração contínua. Então, poderemos dizer como S. Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.


Onde quero concentrar a minha atenção?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Lausperene

O Lausperene, “louvor permanente”, consiste na exposição continuada da hóstia consagrada. A diocese estipula um dia por ano em que cada paróquia se encontrará em adoração. Assim, o programa do Lausperene 2009 na Paróquia do Ferro será o seguinte:

23 de Fevereiro, segunda-feira
19:00 – Eucaristia
19:30 – Abertura do Lausperene
20:00 – Adoração orientada pela Catequese
20:30 – “As Parábolas do Reino”, Cantar em Sol Maior
22:00 – Encerramento do Lausperene

24 de Fevereiro, terça-feira
08:00 – Abertura do Lausperene
08:30 – Adoração orientada por João Xavier
09:30 – Adoração particular ou em grupos
18:30 – Encerramento do Lausperene
19:00 – Eucaristia


Contamos com a participação de todos os paroquianos neste dia de oração e reflexão!

VII Domingo do Tempo Comum

O Filho do Homem tem na terra
o poder de perdoar os pecados
Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra. Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu to ordeno — disse Ele ao paralítico — levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».
(Mc 2, 1-12)


Ao realizar um milagre, Jesus é movido pela Sua misericórdia, mas fá-lo também num gesto de revelação: Ele quer revelar-nos quem é! Assim, os milagres funcionam como sinais. A cura deste paralítico, tal como a cura do leproso, que nos contou São Marcos no Evangelho da semana passada, é o sinal de que Jesus é o enviado pelo Pai, para curar o homem do mal profundo que é o pecado, e introduzi-lo num mundo novo, anunciado por Isaías e outros profetas, o Reino de Deus, no qual os homens regressarão à comunhão com o Pai.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Festa Bem-Aventuranças (7ºAno)


Bem-aventurados todos os Homens que seguem os preceitos de Deus

Foi este o tema que os 10 meninos do 7º ano de catequese, levaram para celebrar a eucaristia do passado dia 7 de fevereiro.
Tendo aprendido as Bem-aventuranças ao longo das ultimas catequeses, quiseram resumir tudo o que tinham apreendido e transmitido mais simplificadamente; chegaram à conclusão de que se seguindo os preceitos de Deus; as Bem-aventuranças os mandamentos da lei de Deus; as obras de mesiricordia entre outros, podem ajudar a criar um mundo melhor e mais justo.
E foi com espirito de Festa e harmonia que a eucaristia foi celebrada e os diplomas entregues.

Cristina Costa

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Festa das Bem-Aventuranças (7ºAno)



As Bem-Aventuranças são o código de vida dos que querem viver autenticamente como cristãos. Quem as praticar já começará a saborear, aqui na terra, a felicidade que o Senhor promete no mundo futuro. São uma proposta de felicidade para sempre.

Jesus foi o primeiro a praticar as Bem-Aventuranças, vivendo-as perfeitamente durante a sua vida e até na sua morte.

Os cristãos deverão sentir que é este o caminho da felicidade. E o desejo de Deus é que todos os homens sejam felizes.

No passado dia 7 de Fevereiro, o 7º Ano da Catequese dinamizaram a Celebração com a realização da Festa das Bem-Aventuranças.

A Paróquia do Ferro, o Pároco e os Catequistas aproveitam para desejar muitos parabéns aos adolescentes do 7º Ano de Catequese.

Agradecemos o excelente trabalho desempenhado pelos catequistas Cristina Costa, Nuno Tiago e Vitor Rolo.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

VI Domingo do Tempo Comum

A lepra deixou-o e ele ficou limpo

Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo». No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo. Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: «Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.
(Mc 1, 40-45)


Nos tempos antigos, os que tinham lepra eram considerados impuros, e obrigados a viver à margem da restante sociedade. No entanto, perante o pedido de um leproso, o que fez o Senhor? Aquilo que ninguém se atrevia a fazer: pousa a mão sobre o leproso. Este simples gesto, explica-nos duas grandes verdades:

  • a bondade incansável de Jesus, que o fez comover diante de todos os males;
  • a energia de quem é salvo, que apregoa o sucedido a todos os que encontra.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Visita Pastoral

D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, tendo vindo a realizar uma visita de reconhecimento pelas muitas paróquias da nossa Diocese.
Encontra-se actualmente em visita pastoral no Arciprestado da Covilhã, com o objectivo de conhecer as suas diferentes paróquias, o desenrolar das actividades, as dificuldades sentidas, os problemas, a vivência da fé em cada um desses lugares.
Assim, no dia 12 de Fevereiro, quinta-feira, irá deslocar-se à Paróquia do Ferro. O programa será o seguinte:

14:30 – Recepção do Sr. Bispo na Igreja Paroquial
15:00 – Visita à Junta de Freguesia e Casa do Povo

15:30 – Visita às escolas
16:00 – Visita ao Património da Paróquia
17:00 – Visita a alguns paroquianos doentes
17:30 – Lanche na Associação C S S Coração de Maria
18:30 – Confissões na Igreja Paroquial
19:30 – Eucaristia

20:30 – Reunião com os paroquianos

No dia 15 de Fevereiro o Sr. Bispo irá deslocar-se novamente à nossa paróquia, para presidir a Eucaristia das 13 horas.


Que a visita do Sr. Bispo à nossa paróquia possa ser mais um motivo de união e crescimento na fé para os paroquianos do Ferro, à semelhança do que sucedeu com a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, no mês de Janeiro.

NOTA: No decorrer da visita pastoral poderão ocorrer algumas alterações ao programa acima exposto.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

V Domingo do Tempo Comum

Curou muitas pessoas,
atormentadas por várias doenças
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era.De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar.Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas,a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia,pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.
(Mc 1, 29-39)



Assim diz S. Paulo aos Coríntios, na segunda leitura: «Ai de mim se não evangelizar!»
A actividade de Jesus é essencialmente preenchida pela evangelização. Não se fixa apenas nas sinagogas, como nos descreve Marcos no Evangelho lido na semana passada. Ele desce ao meio dos homens, penetrando no mundo do pecado e da dor. Com gestos concretos e eficazes de libertação, supera o mal.
Também nós, à semelhança de Cristo e dos primeiros Apóstolos, devemos interiorizar o dever de evangelizar, tornando-nos mensageiros da salvação.
As bem-aventuranças podem dar uma boa ajuda nesta missão de evangelização. Na Eucaristia Vespertina deste dia, os elementos do 7.º ano de Catequese realizam a Festa das Bem-Aventuranças. Segue-se uma reflexão sobre esta oração, retirada de “Retalhos.

Bem-aventurados os pobres em espírito…
os simples, que não buscam as aparências,
os que são autênticos, sem fingimento, sem hipocrisias, os que estão abertos para Deus e para os Seus planos,...
...porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram…
os que são sensíveis à dor própria e alheia, os que não endureceram os seus corações, os que têm coragem de mostrar sentimentos,…
...porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes…
os despretensiosos, os pequenos e insignificantes aos olhos do mundo, os que não têm nome, os que são apenas um número,…
...porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça…
os que têm coragem de denunciar o que está mal e de empenhar tudo por um mundo melhor, os que não esperam que «os outros» façam alguma coisa, os que não medem sacrifícios pessoais, para que «o outro» esteja melhor,…
...porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos…
os que não julgam pelas aparências, mas que vêem os outros com os olhos de Deus, os que não guardam rancor nem ressentimentos, mas que sabem perdoar de todo o coração,…
...porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração…
os que não têm segundas intenções, os que são de confiança, com quem se pode contar à toda a prova, os que são transparentes como os olhos de uma criança,…
...porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz…
os que não são vingativos, os que vivem em paz consigo mesmos e com o mundo à sua volta,…
...porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça...
os que são rotulados por seguirem Jesus Cristo, os que são postos de parte por causa da sua fé, os que põem em primeiro lugar os valores do Evangelho e não vantagens pessoais, carreira, competição,…
...porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Reunião de Catequistas (6 Fevereiro)


Na próxima sexta-feira dia 6 de Fevereiro de 2009, haverá reunião de catequistas...

Pede-se a todos os catequistas que estejam pelas 21h15 na Casa Paroquial do Ferro.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

IV Domingo do Tempo Comum

Ensinava-os como quem tem autoridade

Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.
(Mc 1, 21-28)


Na primeira leitura, Deus fala-nos através de Moisés, dizendo: «Farei surgir um profeta e porei as minhas palavras na sua boca». Assim, surge Jesus Cristo.
Naquele tempo, as sinagogas funcionavam como escolas de religião. Jesus prega nas sinagogas. E prega com uma autoridade simples, mas soberana. Esta autoridade de palavra é um sinal, uma luz e uma revelação, tal como os mistérios de Jesus: Ele vem ensinar a sua doutrina, manifestando-a com palavras e com obras. Ele é o Filho de Deus, a Palavra de Deus feita carne. Ele não ensina simplesmente a verdade: Ele é a Verdade!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Programa de Actividades da Catequese do Ferro

Fica em seguida o calendário de actividades da Catequese Paroquial do Ferro.

7 de Fevereiro - Festa das bem Aventuranças (7ºAno)

28 de Fevereiro - Festa da Palavra (4ºAno)

14 de Março - Festa do Credo (5ºAno)

9 de Maio - Festa da Avé Maria (3ºAno)
30 de Maio - Festa da Vida (8ºAno)
30 de Maio - Festa do Espírito Santo (9ºAno)

Mês de Maria

1 e 31 de Maio (Domingos): Catequese e Cantar em Sol Maior
2,9,16,23 e 30 de Maio (Sábados): 2 Grupos de Catequese em cada dia


6 de Junho - Festa do Pai Nosso (2ºAno)
11 de Junho - Profissão de Fé (6ºAno)
13 de Junho - Encerramento da Catequese Paroquial do Ferro

A Marcar
- Crisma (10ºAno)


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

III Domingo do Tempo Comum

Arrependei-Vos e acreditai no Evangelho

Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.
(Mc 1, 14-20)



O Evangelista Marcos retrata o chamamento dos primeiros discípulos de uma forma um pouco diferente do Apóstolo João, que pudemos ouvir na semana passada. No entanto, as duas formas não se excluem, antes se complementam.

Marcos mostra que o Reino de Deus começou na simplicidade: Jesus Cristo não começou por procurar os seus companheiros entre os doutores da Lei, mas sim entre simples pescadores. Sendo um Reino espiritual e universal, o homem só pode entrar nela pelo caminho da conversão pessoal, isto é, por mudança no pensar e no agir, aderindo plenamente à palavra do Senhor, que nos convida a segui-lo. Assim fizeram os apóstolos.

Também a primeira leitura nos recorda da conversão dos habitantes de Nínive, que não discutem a mensagem da salvação e fazem a sua penitência.

Na segunda leitura, São Paulo relembra aos coríntios, e a todos nós, que o cenário deste mundo é passageiro.


domingo, 18 de janeiro de 2009

Logótipo para a Paróquia do Ferro

Tal como previsto, decorreu hoje a eleição do logótipo para a Paróquia do Ferro. Foram entregues 3 propostas, todas elas cumprindo os requisitos mínimos solicitados no regulamento.
Apresenta-se aqui a proposta vencedora, elaborada por Bruno Mateus.

Logótipo:


Memória descritiva:
A presente proposta refere-se à criação de um logótipo para a Paróquia do Ferro. Os elementos usados e trabalhados estão relacionados com o conceito de paróquia. Assim sendo, passo a descrever os elementos e a sua funcionalidade/expressividade.
No centro do logótipo encontra-se uma cruz com umas linhas na diagonal que simbolizam luz, já estes dois elementos juntos, são símbolo de fé e da crença em Deus. Foi colocada mesmo no centro pois o objectivo é que a vivência da fé seja o assunto principal da paróquia.
Em volta deste elemento, pode-se observar uma forma que faz lembrar um coração, representa o amor e a adoração a Deus, relembrando ainda o Imaculado Coração de Maria. Mas o principal e que faz com que este elemento tenha ainda mais força e sentido, são as duas formas ovais que representam as cabeças de duas figuras humanas, e cada lado do coração representa o resto do corpo. Assim sendo, estes elementos juntos fazem com que este coração, feito por figuras humanas, represente a paróquia, que louva, protege, acolhe e tem a presença de Deus no seu coração.
Quanto ao tipo de letra, foi escolhido um tipo que se enquadrasse com o tema, com formas arredondadas e muito trabalhadas como os livros mais antigos, com significado de respeito e sabedoria.

Alternativa:


Ao vencedor será entregue um prémio simbólico, e a todos os concorrentes um certificado de participação.

Em nome do Conselho Pastoral Paroquial, que representa toda a Paróquia do Ferro, agradeço a vossa criatividade e disponibilidade.

Escala de Acólitos (Janeiro/Fevereiro/Março)



(Clique na Imagem para aumentar)


sábado, 17 de janeiro de 2009