quinta-feira, 2 de abril de 2009

Domingo de Ramos

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Naquele tempo, os príncipes dos sacerdotes foram entregar Jesus a Pilatos, que Lhe perguntou: «Tu és o Rei dos judeus?» Jesus respondeu: «É como dizes». E os príncipes dos sacerdotes faziam muitas acusações contra Ele. Pela festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso à sua escolha, e perguntou-lhes: «Quereis que vos solte o Rei dos Judeus?» Mas a multidão pediu que lhes soltasse antes Barrabás. Pilatos perguntou-lhes: «Então, que hei-de fazer d’Aquele que chamais o Rei dos Judeus?» Eles gritaram: «Crucifica-O!» Os soldados levaram Jesus para ser crucificado, revestiram-n’O com um manto de púrpura e puseram-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos. Requisitaram Simão de Cirene para Lhe levar a cruz e levaram Jesus para o Lugar do Calvário. Depois crucificaram-n’O e repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte. Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. O letreiro que indicava a causa da condenação tinha escrito: «Rei dos Judeus». Crucificaram com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Quando chegou o meio-dia, as trevas envolveram toda a terra até às três horas da tarde. E então Jesus exclamou com voz forte: «Eloí, Eloí, lema sabactáni?», que quer dizer, «Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonastes?» Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma cana, deu-Lhe a beber. Então Jesus, soltando um grande brado, expirou. O véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo. O centurião que estava em frente de Jesus, ao vê-l’O expirar daquela maneira, exclamou: «Na verdade, este homem era Filho de Deus».
(adaptado de Mc 14, 1 – 15, 47)



Jesus assume a condição humana. Vive para os outros, para os homens seus irmãos. Vive para Deus Seu Pai. Realiza, assim, os dois mandamentos maiores: amar a Deus, amar os irmãos! A presença de Jesus, a Sua palavra, a Sua afeição para com os pecadores, os seus gestos de cura, a Sua bondade para com todos, o Seu sentido da humanidade e o Seu sentido de Filho de Deus, são a forma concreta de nos mostrar que a vida só vale a pena quando é uma vida dada!
Celebrar a Paixão e Morte de Jesus é contemplar a mais espantosa história de amor. Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Não é o sofrimento de Jesus que nos salva, mas o amor com que viveu esse sofrimento. O que nos toca na paixão de Jesus é a força desse amor, que vai até à morte.
A Fé nasce do nosso encontro com o Senhor, ao sentirmo-nos amados por Ele. A experiência deste amor é decisiva para a nossa vida: faz-nos mudar, leva à conversão, reconcilia-nos com Deus, faz crescer a Fé. Porque se trata de uma experiência de amor, é fácil concluir que o nosso coração é o lugar privilegiado para este encontro com Deus. A Fé é por isso uma adesão pessoal, que fazemos livremente, quando descobrimos que o Amor habita todas as realidades, que o Amor é Vida em nós!

Como me encontrei com Deus nesta Quaresma?

1 comentário:

Anónimo disse...

Não há fotografias da via sacra!!!